PY2GEA
Grêmio de Radioamadores da Rodada Encontro de
Amigos
Os
Aspectos Psico-Emocionais da Atividade Física
Que o exercício faz bem para o corpo,
todos nós sabemos. Coração, pulmão, sistemas cardiovascular e músculo-esquelético
são algumas das estruturas que se beneficiam com a atividade física regular.
É importante lembrar, entretanto, que os indivíduos que mantêm um programa regular de
exercícios físicos apresentam benefícios também no aspecto psicológico, pois corpo e mente constituem um conjunto integrado e muito harmonioso.
Vários estudos conduzidos nos últimos anos têm apontado melhorias significativas na auto-estima e na autoconfiança do indivíduo que dá início a um programa de
atividades físicas. Outros aspectos relacionados ao exercício incluem maior capacidade
de relaxamento e sono de melhor qualidade, fatores cruciais no gerenciamento do estresse
diário.
As pessoas mais ativas fisicamente apresentam menor constância nas mudanças de humor, menos ansiedade e depressão. Também se sentem mais jovens e
dispostas.
Na área sexual, há aspectos importantes: diminuição dos sintomas de tensão
pré-menstrual e melhor desempenho sexual são efeitos
relacionados ao exercício regular!
Este texto foi escrito por Mônica Marques, professora de Educação Física
especializada em Fisiologia do Exercício pela Escola Paulista de Medicina, diretora da
Companhia Athletica de São José dos Campos e escolhida Profissional do Ano 1998, pela
Fitness Brasil.
Atividades Físicas Para Gestantes
Nos anos 60 diziam à
gestante: "Sente-se. Coloque os pés para cima". Nos anos 70: "Não ganhe
muito peso!". Nos anos 80: "Exercite-se, mas mantenha a freqüência cardíaca
baixa e não deite de costas".
Agora, nos anos 90, depois de três décadas de mensagens confusas e conflitantes, é
tempo de determinar até que ponto o exercício rigoroso e as futuras mamães são uma
combinação compatível. Finalmente a gestação está sendo reconhecida como um estado de saúde modificado, ao invés de um estado
de doença. Como resultado, mais e mais mulheres estão continuando seus regimes diários
de trabalho e exercício durante a gravidez.
Não existem hoje evidências científicas de que qualquer programa de exercícios resulta
em um bebê mais saudável ou em um parto mais rápido ou mais fácil e com menos
complicações. O que se sabe hoje é que as gestantes que se exercitam chegam ao término
da gravidez em melhores condições físicas e têm, no pós-parto, uma recuperação mais rápida e eficiente.
Consistência, moderação, informação e modificações apropriadas nos exercícios são
os fatores mais importantes nesta fase de transformações. Os benefícios de um programa bem conduzido podem ser
facilmente percebidos pelas futuras mamães: mais energia, maior disposição para as
tarefas do dia-a-dia, sensação de bem-estar, diminuição dos problemas de ordem
circulatória, tais como inchaços nas pernas e varizes.
Apesar de poucas pesquisas serem realmente conclusivas nesta área, já existem padrões de segurança nos exercícios
cardiovasculares, exercícios de força e flexibilidade para gestantes, estabelecidos pelo
American College of Obstetricians and Gynecologists. O exercício executado de acordo com
estes padrões garante à gestante e ao bebê a ausência de imprevistos e efeitos
prejudiciais, além de proporcionar os benefícios citados acima.
O respaldo médico crescente e a especialização dos instrutores nesta área têm levado
um número cada vez maior de gestantes à prática de atividades físicas em academias e
centros especializados no mundo todo. A seguir, você encontra as principais
recomendações sobre a atividade física na gestação, segundo o American College of Obstetricians and Gynecologists.
Durante a gestação, a mulher pode continuar
a se exercitar e receber os benefícios das atividades leves a moderadas. O exercício regular (pelos menos três vezes por semana) é preferível à
atividade intermitente.
As mulheres devem evitar fazer
exercícios deitadas de
costas após o primeiro trimestre. Esta
posição está associada ao decréscimo do débito cardíaco na maioria das mulheres
gestantes. A atividade vigorosa deve ser evitada, prevenindo um decréscimo do fluxo
sangüíneo para o útero. Períodos prolongados de permanência em pé, sem movimento,
devem ser evitados.
As mulheres devem ter consciência
da redução do oxigênio disponível para o exercício aeróbio durante a
gestação. Devem ser encorajadas a modificar a intensidade do exercício, de acordo com
os sintomas maternos. Quando fatigadas, as gestantes devem parar, e não chegar até a
exaustão. Exercícios com pesos podem, em algumas circunstâncias, ser continuados em
intensidades semelhantes àquelas anteriores à gestação. Exercícios sem pesos, tais
como natação e ciclismo, minimizarão os riscos de lesões e facilitarão a continuidade
do exercício durante a gestação.
Mudanças morfológicas na
gestação devem servir como contra-indicação relativa para tipos de exercício onde a falta de equilíbrio pode ser detrimental para o bem-estar materno ou fetal,
especialmente no terceiro trimestre.
A gestação requer 300 kcal/dia adicionais para manter a homeostase metabólica. Portanto,
as mulheres que se exercitam durante a gestação devem estar particularmente atentas para
assegurar uma dieta adequada.
Mulheres que se exercitam no
primeiro trimestre devem facilitar a dissipação do calor, assegurando hidratação adequada, roupas apropriadas e condições ambientais
ótimas durante a atividade.
Muitas das mudanças fisiológicas
e morfológicas da gestação persistem por quatro a seis semanas pós-parto. Portanto, as rotinas de exercício devem resumir-se gradualmente,
baseadas na capacidade física da mulher.
É importante lembrar que toda gestante só deverá se exercitar
após prévia autorização médica.
* Fonte: American College of
Obstetricians and Gynecologists Exercise During Pregnancy and the Post Partum
Period. Technical Bulletin nº 189, Washington D.C., 1994.
Este texto foi escrito por Mônica Marques, professora de Educação Física
especializada em Fisiologia do Exercício pela Escola Paulista de Medicina, diretora da
Companhia Athletica de São José dos Campos e escolhida Profissional do Ano 1998, pela
Fitness Brasil.
Avaliação
Física é Indispensável
Antes de começar a freqüentar aulas
numa academia ou se submeter a algum programa de exercícios, muitas pessoas se recusam a
fazer antes uma avaliação física. Argumentam que estão bem e que sempre praticaram
esse tipo de atividade sem problemas. Mas será que estão agindo da maneira certa? Será
que os resultados não serão melhores com a devida orientação? Segundo o American College of Sports Medicine, é fundamental fazer uma avaliação antes de iniciar
qualquer programa de atividade física.
Uma avaliação física inicial cumpre os seguintes objetivos:
Fornece dados importantes para a prescrição de exercícios, como o condicionamento físico atual e o nível de força
e flexibilidade da pessoa.
Coleta dados que permitirão posteriormente a
avaliação do progresso dos alunos.
Motiva o praticante ao estabelecer objetivos realistas para o programa de exercícios.
Educa o praticante a respeito dos conceitos que envolvem a prática de atividade física.
Identifica riscos significativos, como os cardiovasculares e os articulares.
É importante ter em mente
que cada pessoa tem estatura, peso, composição corporal, condição física e articular
diferentes. Além disso, as pessoas procuram a atividade física com expectativas,
preferências e objetivos diversos. Tudo isso deve ser levado em conta na montagem de um
programa de atividades físicas para que haja resultado satisfatório.
Mesmo que você resolvesse praticar exercícios por conta própria, o ideal seria passar
por um exame médico e por uma avaliação física
inicial. O médico verificaria se você tem saúde para se submeter a um programa de
exercícios e o profissional de Educação Física o orientaria sobre qual exercício
fazer e como fazer. As melhores academias do país já oferecem esse tipo de serviço, com
hora marcada, mesmo para não alunos.
Este texto foi escrito por Mônica Marques, professora de Educação Física
especializada em Fisiologia do Exercício pela Escola Paulista de Medicina, diretora da
Companhia Athletica de São José dos Campos e escolhida Profissional do Ano 1998, pela
Fitness Brasil.
Atividade Física e Estresse
Uma das palavras da moda na última
década, o estresse tem sido considerado o mal do século. Mas, afinal, o que é estresse?
Do ponto de vista desportivo, é qualquer estímulo que quebre o estado de equilíbrio do organismo (homeostase), provocando adaptações que na verdade
são os resultados esperados em um treinamento.
Do ponto de vista físico, a quebra do equilíbrio freqüentemente gera cansaço e, associada a excesso de trabalho e falta de repouso, pode resultar
em falta de apetite, lesões musculares constantes, diarréia e alterações na pressão
arterial. Do ponto de vista psíquico, o estresse pode representar insônia, baixa
capacidade de concentração e aprendizagem, irritabilidade e diminuição do desejo sexual. Existe ainda o estresse bioquímico, caracterizado pelo
consumo excessivo de cigarro, bebida, medicamentos e estimulantes.
O segredo para evitar o estresse é a moderação e a busca constante do equilíbrio.
Assim, buscar uma atividade
física regular, uma alimentação balanceada e uma ocupação do tempo ocioso com lazer saudável são pressupostos fundamentais para evitar o aparecimento do
problema e preservar o organismo de seus efeitos indesejáveis. Lembre-se: tão importante
quanto trabalhar é relaxar, praticar uma atividade física e nunca deixar de planejar
momentos divertidos para o tempo de lazer!
Este texto foi escrito por Mônica Marques, professora de Educação Física
especializada em Fisiologia do Exercício pela Escola Paulista de Medicina, diretora da
Companhia Athletica de São José dos Campos e escolhida Profissional do Ano 1998, pela
Fitness Brasil.
Qual a Melhor
Idade para Praticar Exercícios Físicos ?
A falta de atividade física regular tem muitas conseqüências: obesidade, hipertensão,
disfunções coronarianas, insônia, estresse e nervosismo são apenas algumas delas.
Engana-se quem pensa que estes males afligem apenas os homens de idade adulta. Nos países mais
desenvolvidos, assim como nos centros urbanos brasileiros, a obesidade infantil e a alta
incidência de problemas cardíacos entre mulheres têm assombrado a comunidade médica
com sua progressão acelerada.
Segundo revisão do American College of Sports Medicine (Rogers, Evans,
1993) as doenças da terceira idade não podem ser atribuídas apenas à velhice, mas sim
(e principalmente) ao sedentarismo prolongado. Ele provoca perda de massa muscular trazendo problemas posturais e
metabólicos , altera as funções respiratória e neuromuscular e diminui a funcionalidade do
indivíduo, que passa a ter dificuldades para executar as tarefas diárias mais
simples.Sabe-se que pessoas que praticam atividades físicas por toda a vida não apresentam um declínio
tão acentuado da capacidade funcional, e que as pessoas maduras e idosas reagem da mesma
forma ao treinamento, ou seja, conseguem excelentes
resultados musculares e cardiovasculares ao iniciar um programa
de exercícios físicos.
Não existe idade ideal para
começar nem para deixar de se exercitar: na verdade, assim como reservamos um tempo dos
nossos dias para tomar banho ou escovar os dentes, deve haver um tempo especial para
alguma atividade física. Entretanto, a infância é a época de maior fixação de
hábitos destacando-se, entre eles, o da prática de
exercícios.
Para evitar e combater estes males da vida moderna, a fórmula é uma só: melhorar a
qualidade de vida das pessoas, pela prática
regular de atividades físicas e aquisição de muita
informação e hábitos saudáveis.
Este texto foi escrito por Mônica Marques, professora de Educação Física
especializada em Fisiologia do Exercício pela Escola Paulista de Medicina, diretora da
Companhia Athletica de São José dos Campos e escolhida Profissional do Ano 1998 pela
Fitness Brasil.
A
Importância do Exercício na Menopausa
Com a chegada da menopausa,
vários hormônios
femininos são produzidos em taxas bem menores. Destas mudanças
decorrem uma incidência maior de osteoporose, um envelhecimento mais rápido, o
ressecamento de várias membranas e um aumento substancial no risco de doenças coronarianas.
Duas entre três
mulheres morrem de problemas cardíacos. Foi-se o tempo em que enfarte era só coisa de
homem. Segundo Trudy Bush, da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, as doenças
no coração podem ser mais sérias para as mulheres. Quer alguns exemplos? O primeiro ataque cardíaco mata mais
mulheres que homens. Elas sofrem um segundo ataque com maior freqüência e têm maior
índice de mortalidade após a cirurgia do coração. Além disso, sua sobrevida é de menor qualidade.
Certo mesmo é cuidar-se sempre: a cada cinco anos, é necessário um check-up completo, incluindo
dosagens sangüíneas de colesterol e triglicérides e um eletrocardiograma de esforço. A
partir da menopausa, este cuidado deve ser dobrado: as mudanças hormonais sofridas pela mulher aumentam de modo significativo a
possibilidade de acidentes cardiovasculares em geral, igualando-se ao risco masculino.
O exercício nesta fase
é fundamental sob vários aspectos. Além de fortalecer os ossos e os músculos, ajuda a
manter a composição corporal em ordem, aumentando a massa muscular e diminuindo a
quantidade de gordura. Todo o sistema cardiovascular é treinado, diminuindo o risco de disfunções nas
coronárias e no coração. Assim, manter-se
ativa na menopausa deve ser uma das
principais estratégias para a manutenção da saúde!
Este texto foi escrito por Mônica Marques, professora de Educação Física
especializada em Fisiologia do Exercício pela Escola Paulista de Medicina, diretora da
Companhia Athletica de São José dos Campos e escolhida Profissional do Ano 1998 pela
Fitness Brasil.
As
Conseqüências do Exercício em Ambientes Muito Quentes
Em temperaturas mais
elevadas, nosso corpo sofre o chamado "estresse térmico", que inclui
uma grande perda de líquidos e eletrólitos minerais como sódio e potássio
e prejudica o desempenho, chegando a provocar fortes cãibras, baixa pressão
arterial e até perda dos sentidos.
Quando nos exercitamos, produzimos calor, que precisa ser dissipado. A regulação térmica se dá por meio de mecanismos como a sudorese, a
evaporação, a condução e a convecção. No verão, não apenas produzimos, mas também
recebemos calor do meio ambiente, e isso aumenta o estresse térmico. No
inverno, a desidratação tende a ser menor porque é mais fácil perder calor para o meio
ambiente.
Entretanto, se o inverno for muito rigoroso e a
temperatura ambiente muito baixa, o corpo tende a conservar calor. Em situações
extremas, o desempenho durante o exercício também é prejudicado.
Para evitar os problemas da atividade física em ambientes quentes, beber muita água antes , durante e depois do exercício é fundamental!
Este texto foi escrito por Mônica Marques, professora de Educação Física
especializada em Fisiologia do Exercício pela Escola Paulista de Medicina, diretora da
Companhia Athletica de São José dos Campos e escolhida Profissional do Ano 1998 pela
Fitness Brasil.
Critérios Para a Seleção
de Exercícios
Todos os dias
deparamos com uma enorme quantidade de exercícios expostos em revistas, jornais,
televisão e mesmo nas ruas, nos parques e nas academias. Sabemos que a atividade que uma
pessoa executa regularmente pode não ser a mais adequada para nós. E também sabemos que
alguns exercícios podem provocar lesões articulares ou dores indesejáveis em
determinadas pessoas.
Surge, então, a dúvida: como saber se um exercício é adequado para mim? Que critérios
os profissionais de Educação Física levam em conta ao escolher as atividades mais
adequadas para seus clientes? A seguir, listamos alguns itens importantes, que devem ser
verificados caso a caso
Qual é o grupo muscular que desejamos fortalecer ou alongar? Estamos realmente atingindo
este objetivo ao utilizar este movimento?
Alguma articulação mal posicionada, desalinhada ou ainda sob estresse (hiperextendida ou
hiperflexionada) está sendo excessivamente sobrecarregada?
A coluna vertebral e, em especial, a região lombar está protegida,
estabilizada e bem alinhada?
Que tipo de sobrecarga estamos utilizando? Ela é suficiente para produzir o resultado
desejado? Ela está adequada para o grau de condicionamento físico do praticante, ou
está leve ou pesada demais?
Para quem é indicado este exercício? O praticante tem alguma limitação
ortopédica ou de postura que seja uma contra-indicação à execução desta
atividade?
Assim, selecionar e prescrever exercícios físicos é uma tarefa que exige, antes de mais
nada, algum conhecimento sobre anatomia (músculo esquelética), cinesiologia (estudo do
movimento) e fisiologia ( efeitos do treinamento, dosagem da sobrecarga e da intensidade
da atividade).
Um exercício praticado por um atleta nem sempre pode ou deve ser aplicado para uma pessoa
sedentária. A atividade indicada por um profissional habilitado não colocará em risco a
sua segurança e certamente apresentará os melhores resultados. É muito bom fazer
exercícios por conta própria, mas é necessário certificar-se de que eles são
adequados para você!
Este texto foi escrito por Mônica Marques,
professora de Educação Física especializada em Fisiologia do Exercício pela Escola
Paulista de Medicina, diretora da Companhia Athletica de São José dos Campos e escolhida
Profissional do Ano 1998 pela Fitness Brasil.
Chi Ball: Uma Nova Maneira de Entrar em Forma
Novidade nas
academias, o Chi Ball é uma alternativa leve para quem busca um jeito diferente de
entrar em forma. As aulas misturam ginástica oriental, aromaterapia e movimentos
derivados do Tai Chi Chuan, Chi Kung, Yoga, Pilates e Feldenkrais. Os alunos fazem
exercícios manuseando grandes bolas aromáticas.
O objetivo do Chi Ball é promover o equilíbrio do corpo,
por meio de fortalecimento muscular, alongamento e relaxamento. Fazem parte da aula
exercícios respiratórios, técnicas para o alívio do estresse e visualizações
voltadas para a boa saúde. As bolas podem ter quatro aromas diferentes, que devem ser
escolhidos de acordo com as características ou preferências individuais. Cada aroma tem
suas propriedades:
O gerânio atua no
fígado e nos rins. É cicatrizante, anti-séptico, antidiabético, diurético e repelente
de insetos. Ajuda a combater doenças da pele, tensão nervosa e depressão.
O limão tem ação
estimulante, bactericida, anti-séptica, anti-reumática e diurética. É indicado para
hipertensão, arteriosclerose, anemia e varizes.
O aroma de laranja é indicado para febre, má digestão, espasmos gástricos, rugas,
dermatite e problemas nervosos.
A lavanda é indicada
para sinusite, enxaqueca, depressão, insônia e doenças respiratórias. Tem efeito
calmante, analgésico e antidepressivo.
Chi Ball é um exercício
realizado de maneira lenta e consciente. Melhora a postura e promove uma agradável
sensação de bem-estar no final da aula.
Este texto foi escrito por Mônica
Marques, professora de Educação Física especializada em Fisiologia do Exercício
pela Escola Paulista de Medicina, diretora da Companhia Athletica de São José dos Campos
e escolhida Profissional do Ano 1998, pela Fitness Brasil.
Como Escolher a Melhor
Academia?
Fenômeno em
crescimento desde 1980, as academias são hoje uma excelente opção de local para a prática de
atividades físicas não-competitivas e orientadas, em todas as faixas etárias. Porém,
no meio de tantas opções, como escolher a melhor?
Aqui vão algumas orientações do American College of Sports Medicine para pessoas que
desejam freqüentar uma academia, em forma de questionário:
A academia oferece serviço de avaliação
física para todos os alunos?
Você tem direito a uma aula
grátis?
Existe algum acompanhamento inicial ou introdutório para
cada aluno?
As aulas têm diferentes
níveis? Algum deles é apropriado para
você?
Existe, nas aulas, um cuidado especial com a dosagem de intensidade, aquecimento, esfriamento e alongamento?
Todas as atividades oferecidas são acompanhadas ou monitoradas por instrutores? Eles são formados em Educação Física e fazem periodicamente
cursos de Primeiros Socorros, incluindo ressuscitação cardio-pulmonar?
Os alunos recebem orientação adequada com relação à utilização dos equipamentos? Eles estão em bom estado de conservação e manutenção? Há uma
grande variedade deles?
Existe um regulamento interno que estabeleça orientações e procedimentos de
segurança por escrito? As regras são seguidas?
Os vestiários são limpos, espaçosos, seguros e bem ventilados? A academia oferece armários individuais, onde seus pertences possam ser guardados com
segurança?
Há bebedouros bem posicionados, permitindo fácil acesso à água a
qualquer momento?
A academia fica perto de sua casa ou do seu trabalho? Ela oferece estacionamento conveniente e adequado?
Existe um serviço de puericultura ou recreação infantil
disponível?
Como é o atendimento? As pessoas são gentis, amáveis, atenciosas? E o ambiente? Você
se sentiria à vontade freqüentando esta academia com outros alunos e amigos?
Se você já vai a alguma academia, aproveite para pontuá-la! E, se
você chegar à conclusão de que não está satisfeito, é sempre tempo de mudar e
procurar um lugar melhor!
Exercício
e Artrite
O antigo conceito de que exercícios podem machucar
as articulações já enfraquecidas das pessoas com artrite está dando lugar a uma nova
concepção, já comprovada cientificamente, de que indivíduos com disfunções
reumáticas devem desenvolver força
e resistência muscular para preservar a
funcionalidade dos movimentos.
Várias disfunções podem ser classificadas como artrite. As mais comuns são:
Osteoartrite: mais freqüentemente associada aos
idosos, afeta cartilagens e ossos, especialmente os dedos e as articulações que
sustentam o peso.
Artrite reumatóide: é uma disfunção do
sistema imunológico que atinge tanto jovens quanto idosos.
Bursite e tendinite: envolvem a inflamação dos
tecidos articulares, especialmente ombros e cotovelos.
Fibromialgia: afeta os músculos e suas
inserções com os ossos.
A relação entre alguns exercícios e o gerenciamento dos efeitos da
artrite é clara e positiva. A atividade física que promove resistência muscular pode
ser considerada um
elemento
preventivo, uma vez que impede a atrofia e a
redução da amplitude de movimento. O exercício pode contribuir para melhorar a função
muscular agindo sobre fatores neurológicos e sobre a densidade óssea.
Há outros benefícios. A atividade física estimula a hipertrofia, auxilia na
manutenção do peso corporal e melhora a performance do sistema cardiovascular. Alguns
estudos comprovaram ainda a diminuição dos níveis de dor,
depressão e fadiga
entre os portadores de artrite reumatóide que se exercitam regularmente. Em função de
todos esses benefícios, as pessoas que sofrem de artrite devem ser encorajadas a
exercitar cada articulação diariamente.
Ao se montar um programa de treinamento para esses indivíduos, é preciso fazer algumas adaptações. Deve-se diminuir a
velocidade de execução e o número de repetições de cada movimento, além de reduzir
ou eliminar o uso de sobrecarga para as repetições. Exercícios de alto impacto têm que
ser evitados, para preservar as cartilagens. É importante ainda respeitar a capacidade
individual dos alunos, permitindo que cada um aja dentro de suas limitações.
Quando se sugere um programa terapêutico para portadores de artrite, imediatamente se
pensa em exercícios aquáticos.
Esta associação faz sentido, pois o meio líquido oferece uma série de vantagens em
relação ao exercício em terra. Em primeiro lugar, o impacto do corpo com o solo é
naturalmente diminuído. Outra vantagem é a resistência imposta pela água, que diminui
a velocidade dos movimentos e impõe uma pequena sobrecarga, protegendo as articulações
e otimizando os resultados. Deve-se levar em conta também que a pressão hidrostática
contribui para a diminuição de inchaços e edemas.
Um cuidado, entretanto, se faz necessário. O ideal é exercitar-se em piscina aquecida. Temperaturas entre 31º e 33º
são ideais para que os alunos possam se movimentar durante toda a aula.
Qual é o Melhor Exercício para
Emagrecer? Beber Água Engorda?
Qualquer exercício "emagrece", já que aumenta o consumo de calorias.
Entretanto, quando a intensidade do exercício é muito alta, a fonte prioritária de
energia para a atividade física são os carboidratos; se o exercício é moderado, a
fonte são as gorduras.
Assim, quem deseja emagrecer pode, por exemplo, praticar uma atividade moderada
por um período mais longo e assim queimar
gordura por mais tempo esta é a melhor
indicação para quem tem excesso de peso.
Quando nos exercitamos, produzimos calor. Uma das formas que nosso corpo encontra para regular a
temperatura e não deixá-la subir indefinidamente é a transpiração.
É importante lembrar que ao suar estamos perdendo água e não gordura, e esta
água precisa ser reposta para garantir o bom funcionamento de nosso corpo.
Assim, transpirar muito ou pouco depende muito mais da temperatura ambiente e das suas
características individuais, mas não
faz muita diferença na quantidade de
gordura mobilizada para o exercício.
Exercício
X Dores Lombares
Segundo os dados estatísticos atuais, 80% da
população mundial já teve, tem ou terá dores lombares durante algum período de suas
vidas. Quanto mais sedentário o estilo de vida se torna, maior é o tempo em que passamos
sentados. Isso aumenta a pressão
sobre as primeiras vértebras lombares, fator que pode trazer dor e desconforto.
As causas podem ser genéricas
(excesso de peso, idade, altura, sedentarismo), posturais ou estruturais (acentuação ou
desvios na curvatura anatômica da coluna), ocupacionais (serviços que levam ao mau
posicionamento do corpo), e até recreacionais (prática de alguns tipos de atividade
física, como a corrida e basquetebol).
As pessoas que apresentam dores lombares e desejam se exercitar devem tomar os seguintes cuidados:
ortopedista para um diagnóstico apropriado das causas desta dor;
Evitar atividades de alto impacto do corpo com o solo, dando preferência à hidroginástica,
caminhada e alongamento;
Procurar manter o corpo em perfeito alinhamento durante o exercício;
Ao agachar para pegar objetos ou para realizar exercícios, flexionar os joelhos e
evitar inclinar o tronco para frente;
Fortalecer as musculaturas glútea e abdominal;
Alongar os músculos flexores do quadril e os
músculos da região lombar;
Evitar sobrecarga que atue longitudinalmente sobre a coluna vertebral, provocando
mais pressão sobre as vértebras lombares (por exemplo, agachamento com barra sobre as
costas);
Na musculação, dar preferência aos exercícios para membros superiores que sejam
realizados em pé em vez da posição sentada;
Na posição supina (deitado de barriga para cima) manter sempre os joelhos flexionados
e os pés apoiados no chão, para apoiar a parte lombar da coluna sobre o solo.Exercício X Risco de Câncer
Vários estudos realizados ultimamente têm apontado
para uma relação entre a atividade física regular e a diminuição do risco de câncer
de mamas, cólon, pulmão e próstata. Apesar de nem todos os achados serem consistentes e
do fato de ser necessária mais pesquisa neste campo, alguns efeitos provocados pelo
exercício podem, hipoteticamente, endossar esta possível associação de proteção do organismo.
No caso do câncer de cólon, especificamente, a atividade física constante pode
contribuir profilaticamente, uma vez que acelera o tempo de trânsito das fezes pelo
intestino, fator que em tese pode diminuir o risco da doença neste órgão. Além disso,
o exercício modifica alguns perfis endócrinos e funções antioxidantes do organismo, a
composição corporal, e mesmo a atuação do sistema imunológico e, desde que prescrito e realizado da maneira
adequada, todas estas modificações podem gerar efeitos positivos, minimizando o risco de
contrair um câncer.
O exercício moderado proporciona um reforço para o nível de função imunológica
natural e de defesa do hospedeiro que dura por várias horas durante a recuperação,
aumentando a atividade das células destruidoras (ou NK, de Natural Killers), que são
responsáveis pela primeira linha de defesa
do corpo contra várias doenças, vírus e mecanismos tumorais. Por outro lado, alguns
estudos mostram que o excesso de treinamento (exercício extenuante ou exaustivo) pode
gerar o efeito oposto.
Assim, além de se manter em boa forma e com muito mais disposição, ao praticar
atividade física adequadamente, você também pode estar diminuindo o risco de contrair
doenças! Procure sempre o bom senso, ou seja, exercitar-se regular e habitualmente, em
níveis de intensidade moderada, para fortalecer seu corpo e ganhar mais saúde!
Exercícios
na Praia
As férias estão chegando e falta de tempo ou
preguiça são palavras proibidas quando se trata de fazer um pouco mais de atividade
física. Se você vai para a praia, nada de ficar lagarteando ao sol o dia todo! Aproveite
estas sugestões para se mexer e entrar em forma: o resultado vai ser muito mais disposição!Pela manhã, caminhe durante uns 40 ou 50 minutos.
Acelere o passo, andando o mais rápido possível, pois dessa forma estará fazendo um
excelente exercício cardiovascular. No horário de sol quente, procure uma sombra e faça
alguns exercícios localizados para abdômen, braços e pernas daqueles que você
encontra em revistas especializadas.À tarde, você pode praticar alguma atividade
esportiva, como jogar frescobol, vôlei, futebol ou natação. Se estiver ainda muito
quente, você pode fazer exercícios
no mar (como hidroginástica, por exemplo).E que tal encerrar o dia com chave de ouro?
Aproveite o pôr-do-sol para fazer alguns alongamentos
na praia. O importante mesmo é ocupar o seu tempo ocioso de uma maneira saudável, usando
o tempo que tem livre para cuidar de si mesmo e, quem sabe, perder um pouco de peso em vez
de ganhar aqueles quilinhos indesejáveis... Programe-se e mãos à obra!
Obs.: Este texto foi extraído de pesquisas na internet. O
original se encontra arquivado