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Síndrome do Intestino Irritável, Uma Doença que Incomoda Muita Gente
As doenças funcionais do aparelho digestivo, ao lado das doenças por
refluxo ácido, serão destaque no início do século 21. Aproximadamente metade das
pessoas que procuram um gastroenterologista em qualquer parte do mundo atualmente não
apresentam nenhuma doença orgânica, ou seja: os pacientes tem vários sintomas, mas os
exames complementares são normais, e não mostram nenhuma alteração na estrutura do
órgão. Além disso, percebe-se hoje uma queda na incidência de câncer de estômago e
de úlcera apéptica.
As doenças funcionais têm sido classificadas de acordo com os sintomas e com o órgão
que atingem. Assim, quando se verificam azia, obstrução do estômago, digestão difícil
e arrotos, mas os exames apropriados dão resultados normais, trata-se de dispepsia
funcional. Já quando predominam dores ou desconforto abdominal contínuo ou recorrente
por mais de três meses, acompanhado quase sempre por alterações na freqüência das
evacuações ou na consistência das fezes, sensação de distensão abdominal (barriga
inchada) e de evacuação incompleta, mas mesmo assim os exames também não apontam nada
anormal, o diagnóstico é de síndrome do intestino irritável (SII).
Apesar de muito freqüentes atingindo entre 20% e 45% da população mundial
, as doenças funcionais são pouco conhecidas pela maioria das pessoas, que sofrem
sem procurar ajuda. A falta de informação colabora com este quadro, pois há uma
tendência a acreditar que este desconforto é normal ou provocado por vermes. Muitos
pacientes procuram o médico afirmando já ter tomado vários vermífugos por conta
própria, por orientação de farmacêuticos ou até mesmo de leigos, mas os sintomas
persistem.
O diagnóstico baseia-se fundamentalmente nos sintomas, e a origem da doença não é
totalmente conhecida. Estudos recentes demonstram que os sintomas se devem a distúrbios
na função dos órgãos. Admite-se que o aparelho digestivo torna-se hipersensível,
reagindo intensamente a fatores aparentemente corriqueiros na vida do indivíduo, como o
estresse, a dieta alimentar e certos medicamentos. É interessante notar que fatos
ocorridos na infância podem influenciar a maneira como a pessoa reage aos diferentes
problemas do dia-a-dia quando adultos, aumentando ou diminuindo o estresse.
A síndrome do intestino irritável não mata e não está relacionada ao câncer, mas,
quando não é tratada, altera a qualidade de vida. Apesar de não haver um tratamento
definitivo, os pacientes podem se beneficiar muito adotando medidas como reprogramação
dietética e da maneira de reagir em relação ao estresse diário, atividades físicas e
medicamentos que atuam no estômago e no intestino, minimizando os sintomas.
Obs.: Este texto foi extraído de pesquisas na internet. O original se encontra arquivado
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