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Menopausa e suas influências na pele, nas unhas e no cabelo

Já abordamos o tema menopausa e TRH e suas relações com a sexualidade, o humor e o sono, entre outros sintomas característicos dessa fase. Vamos agora abordar outras influências.
O colágeno é uma proteína presente em grande quantidade na pele, nos cabelos, nas unhas, nos ossos e nas cartilagens, dando principalmente elasticidade e sustentação. Após a menopausa, o nível de colágeno fica reduzido em até 30% nos primeiros anos, promovendo – além das alterações ósseas conhecidas – o enfraquecimento e o envelhecimento da pele. Ela se torna mas fina e frágil; a circulação se reduz, tornando-a mais fria, pálida e azulada, particularmente nas extremidades. Aumenta a transpiração nas palmas das mãos e plantas dos pés. A pele perde elasticidade e grande quantidade de água, ficando quebradiça e enrugada.
A falta de hormônios ovarianos leva à queda de cabelo, que também se torna mais fino, quebradiço e seco. Observa-se uma diminuição importante na penugem axilar, pubiana e genital. As unhas tornam-se quebradiças e crescem mais lentamente.
Em alguns casos, especialmente em mulheres obesas, a pele pode apresentar alguns sinais de masculinização, devidos à produção relativamente mais elevada de hormônio masculino pelos ovários nessa época da vida. Podem crescer pêlos grossos e escuros, em especial no rosto, ao redor dos mamilos, entre as mamas ou no abdome.
Alguns cuidados ajudam os hormônios a manterem a pele fresca e com bom aspecto: evitar a exposição solar, usar filtro solar, manter a pele com certo grau de umidade aplicando cremes hidratantes, suspender o fumo e tomar bastante líquido.
Além disso a administração de estrógenos através da Terapia de Reposição Hormonal (TRH) melhora notavelmente o aspecto dos cabelos, das unhas e da pele, tornando-os com aparência mais saudável. Há uma diminuição do surgimento de rugas. Converse com seu médico sobre as possibilidades de realizar TRH e das diferentes opções de tratamento. Existem hoje medicamentos inovadores neste mercado e opções de tratamentos orais e trandérmicos.

Menopausa - Alterações no Humor e no Sono

Para dar continuidade à abordagem sobre a menopausa e a reposição hormonal, temas já mencionados em colunas anteriores, comentamos agora a influência da menopausa no humor e no sono.
Humor: depressão e ansiedade
Um grande número de mulheres apresenta alterações significativas de humor antes ou logo após a menopausa. Na maioria das vezes, trata-se de uma certa irritabilidade, uma menor tolerância aos acontecimentos banais do cotidiano, uma sensação freqüente de cansaço e desânimo. Essas mudanças de humor, entretanto, podem ganhar importância, com tristeza, sensação de fragilidade, choro fácil, inapetência e dificuldade de concentração. Muitas mulheres percebem um prejuízo nos seus relacionamentos nessa época da vida, com discussões constantes e até mesmo diminuição de rendimento no trabalho.
Esses sintomas, apesar de acompanharem a mulher no seu dia-a-dia, têm uma intensidade de leve a moderada. Assim, é difícil para a paciente ou seus familiares identificarem estas alterações como problemas reais, com possibilidade de tratamento. Esses são os chamados sintomas depressivos e de ansiedade da perimenopausa, que atingem até 10% da população feminina. Nas clínicas especializadas em climatérico, mais de 60% das mulheres atendidas apresentam estes sintomas. Sono: insônia e sudorese.
A diminuição dos hormônios na menopausa também provoca alterações no sono. Algumas fases do sono ficam desorganizadas e com períodos desajustados, fazendo com que a mulher acorde de manhã com a sensação de que não repousou o suficiente à noite. A insônia também é freqüente, tendo em vista que, neste período, a mulher está geralmente mais deprimida.
Os episódios de suores noturnos estão freqüentemente associados a ondas de calor. A mulher desperta bruscamente com a sensação de calor ou sufocação, muitas vezes encharcada de suor. Isso caracteriza um sono entrecortado, não repousante. Como conseqüência, a mulher, na época da menopausa, inicia o dia fatigada, com menos disposição e concentração para o trabalho.
A reposição hormonal (TRH) pode aliviar bastante esses sintomas. Os estrógenos atuam sobre o sistema nervoso central, tendo um efeito estimulante. É por isso que sua administração, a médio e longo prazo, provoca sensação de bem-estar e redução dos sintomas de tristeza e desânimo. Em algumas mulheres, o tratamento para depressão maior pode ser iniciado pela reposição hormonal, ou a dose do antidepressivo pode ser reduzida com a TRH.
Os distúrbios do sono, bem como as ondas de calor, também podem diminuir significativamente com os estrógenos da reposição hormonal, a ponto de desaparecer durante o tratamento. A melhora no padrão do sono reflete em um melhor desempenho durante o dia e, portanto, também na qualidade de vida.
Logicamente, medicamentos para TRH somente devem ser utilizados após a recomendação do seu médico.

Obs.: Este texto foi extraído de pesquisas na internet. O original se encontra arquivado

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