Presidente da Anatel defende licença
única para serviços ainda neste ano
Várzea Grande, 16/07/2007 - 14:21. Folha Online O
presidente da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Ronaldo Sardenberg, disse
que a agência apresentará uma proposta para unificação das licenças de
telecomunicações ainda neste ano. Sardenberg disse ser favorável à
"simplificação" das regras e que a agência vai trabalhar junto ao Legislativo
e Executivo para modificação do marco regulatório para o setor.
"Vamos buscar uma agenda positiva, empenhar esforços e aproveitar a capacidade
técnica da instituição para preservar a segurança jurídica do setor e para atrair
investimentos" disse.
Segundo o conselheiro da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), José Leite
Filho, existem mais de 30 tipos de licenças - que vão desde autorizações para
exploração de radioamadores até para empresas de telefonia fixa o que torna lento o
trabalho da agência.
Durante seminário organizado pela ABDI (Associação Brasileira de Direito de
Informática e Telecomunicações), Leite sugeriu, em um primeiro momento, a manutenção
de apenas quatro outorgas: para telefonia fixa, celular, TV por assinatura e serviços de
internet. Hoje, para a TV por assinatura, por exemplo, existe um tipo de licença para
cada tecnologia, como satélite ou cabo.
"Para serviços de interesse restrito, como radioamador ou tele-estrada, não seria
necessário a Anatel conceder licença, o que não significa que eles não terão que
cumprir as regras da agência", disse.
De acordo com Leite, não seria necessário mudar nenhuma lei para restringir o número de
outorgas da agência a quatro. "Isso seria uma preparação para, no futuro, uma
eventual licença única", explicou, ressaltando que a criação de uma só licença
para a exploração de qualquer serviço de telecomunicação exige mudanças legais.
Leite disse ainda que a idéia precisa ser amadurecida, mas poderá ser apresentada ao
conselho diretor da agência em um "prazo curto". Para o conselheiro, a
restrição do número de outorgas não só facilitaria o serviço da agência como
diminuiria a burocracia para o setor privado.
"Ganha-se agilidade na própria agência e incentiva a iniciativa privada a prestar
serviços de telecomunicações", disse. |